CONFERENCISTAS CONVIDADOS (AS)

TÍTULOS/SUBTÍTULOS, RESUMOS E PALAVRAS-CHAVE DAS CONFERÊNCIAS
Por ordem alfabética de autores(as)

SUBCULTURAS E CIBERCULTURA(S): PARA UMA GENEALOGIA DAS IDENTIDADES DE UM CAMPO
Adriana Amaral (UTP)

RESUMO: O presente trabalho propõe uma genealogia dos conceitos de subcultura enquanto um dos elementos e mitos fundadores da cibercultura. Nosso objetivo é mapear as relações quase indistintas entre os processos de comunicação e sociabilidade de ordem subcultural, que já estavam presentes na constituição da cibercultura, a partir das diferentes contraculturas que a formataram (como os hackers, os cientistas, os ativistas, entre outros), e em suas atualizações e reconfigurações até sua disseminação a partir da potencialização das tecnologias de comunicação, especialmente na fragmentação dos inúmeros nichos e práticas sociais na Web. Assim, articulamos dois quadros teórico-conceituais aparentemente distintos, os estudos subculturais e as teorias da cibercultura com vistas a um refinamento do próprio conceito de cibercultura (ou seriam ciberculturas?) a partir de contornos epistêmicos que ampliem os estudos das práticas e dos usos comunicacionais dos artefatos culturais tecnológicos. Compreendemos que dessa perspectiva que tensiona os contextos micro/macro nos quais a cibercultura é fundamentada, podem emergir possíveis metodologias de análise das estratégias e dinâmicas de construção das diferentes identidades e perfis online – seja em comunidades digitais, sites de redes sociais etc. - e suas intersecções e mediações com o off-line, questão que “perturba” a área desde seus primeiros estudos, tanto no âmbito internacional quanto no nacional. Por fim, o artigo visa a compor um levantamento fenomenológico que delineia a própria identidade do campo da cibercultura, devido aos fatores de influência das subculturas por ele sofrida, incorporando tanto os subsídios celebratórios quanto os críticos.

Palavras-chave
– Cibercultura, subculturas, comunicação, sociabilidade, identidade, Web.


O POST COMO ENUNCIADO: GÊNERO, TEMA E TOM NA BLOGOSFERA
Alex Primo (UFRGS)

Resumo – O post é uma das unidades de um blog. Para além desta constatação simplista, é preciso considerar suas condições de produção, recepção e interação. Buscando respeitar a complexidade do fenômeno interativo na blogosfera, esta conferência apresenta uma proposta para o estudo do post como enunciado, tendo por base o trabalho de Bakhtin sobre os gêneros do discurso. A argumentação reflete sobre dados empíricos de uma análise de conteúdo conduzida com 5.233 posts publicados em agosto de 2007 nos 50 blogs mais populares no Brasil. Um tratamento estatístico dos resultados apresenta diversos cruzamentos entre gêneros, tema e tom dos posts, buscando também avaliar a associação destes com número de comentários, vídeos, imagens e tipos de blogs.

Palavras-chave – Blog, enunciado, gênero, análise de conteúdo.



COMUNICAÇÃO MÓVEL E OS NOVOS SENTIDOS DOS LUGARES: CRÍTICA DA ESPACIALIZAÇÃO NA
CIBERCULTURA
André Lemos (UFBA)

Resumo – O trabalho visa a investigar a relação das tecnologias de comunicação com o espaço urbano. Buscamos compreender os processos de espacialização criados pelas mídias, ou seja, os novos sentidos e as funções do espaço físico que emergem pela ação desses dispositivos. Para tanto, vamos analisar os serviços e as tecnologias baseadas em localização, os “location-based services”, e as “location-based technologies”. As novas tecnologias digitais, as redes de conexão à Internet sem fio e os diversos sensores que reagem ao contexto local de onde é produzida, consumida e distribuída informação, transformam atualmente as bases da comunicação social e das mobilidades física e informacional. Telefones celulares, GPS, redes Bluetooth, Wi-Fi, Wi-Max e etiquetas de radiofreqüência (RFID) possibilitam trocas de informação localizadas, criando dinâmicas sociais de apropriação, mas também de vigilância e controle, nos/dos espaços urbanos. Uma chave para compreensão desse fenômeno é reconhecer o surgimento de um novo “território”: o “território informacional”, espaço híbrido, eletrônico-informacional e físico. Emergem, assim, novas funções nos lugares, novas heterotopias (Foucault). Para a compreensão dessas novas funções dos lugares, vamos discutir o que alguns autores identificam como processos de "desterritorialização", de "não-lugar" ou de "no sense of places", além do enfraquecimento da experiência social de base comunitária. Essa investigação tem por objetivo mostrar os limites dessas teses. Para elucidar essa questão e defender o nosso ponto de vista, observaremos algumas práticas sócio-comunicacionais recentes que podem ser agrupadas sob o nome genérico de “locative media”. Analisaremos os novos processos comunicacionais, as “mídias de funções pós-massivas”, as “mídias locativas” e o conceito de “território informacional”. A partir dessas definições, investigaremos os significados atuais dos conceitos de território, espaço, lugar, mobilidade e comunidade. Por fim, mostraremos que (1) apesar de dinâmicas desterritorializantes, assistimos a novas formas de territorialização; (2) apesar da globalização planetária das informações, crescem experiências que reivindicam uma dimensão local; (3) em vez da constatação de que os lugares perderam sentido, o que vemos é o surgimento de novas heterotopias.

Palavras-chave
– Comunicação, mobilidade, espaço, cidade, cibercultura.


CIBERCOMUNICAÇÃO: INTERATIVIDADE, IMERSÃO, AUTONOMIA E MOBILIDADE EM SOFTWARE ART
[tema preliminar]
Diana Domingues (UCS)


Resumo e palavras-chave – Aguardando remessa de dados.


THINK DIFFERENT: ESTILOS DE VIDA DIGITAIS E A CIBERCULTURA COMO EXPRESSÃO CULTURAL
Erick Felinto de Oliveira (UERJ)

Resumo – O conceito de cibercultura conquistou inquestionável direito de cidadania no campo das ciências humanas, no qual tem se constituído como horizonte de questões relevantes para disciplinas tão diferentes como a antropologia, a filosofia ou a teoria literária.  Contudo, sua amplitude e indefinição crônicas a aproximam da Comunicação, como um saber nebuloso, transdisciplinar e em constante reavaliação de suas fronteiras.  O objetivo deste trabalho é propor uma definição operatória da cibercultura como formação cultural (Cf. Matrix, 2006 e Foster, 2005), com estruturas epistemológicas coerentes e passível de abordagem a partir de uma perspectiva unificadora.  O que se sugere, portanto, é pensar a cibercultura como campo de conhecimento capaz de englobar, sem disparidades, os diferentes objetos e questões que têm sido tradicionalmente classificados como “ciberculturais” (pós-humanismo, comunicação mediada por computador, vigilância informática etc).  Para tanto, analisaremos algumas noções que vêm sendo recentemente desenvolvidas pela crítica para dar conta dessa polivalência semântica característica da cibercultura – por exemplo, “narrativas digitais” (Coyne), “cyberpop” (Matrix, 2006), “high techné” (Rutsky, 1999) ou “imaginário tecnológico” (Lister, 2002).  No confronto dessas várias noções, buscar-se-á um núcleo comum capaz de permitir o bosquejo de um mapa epistemológico da tecnocultura contemporânea. Trata-se, desse modo, de apresentar os resultados iniciais de uma ampla pesquisa cujo propósito é realizar uma cartografia da cibercultura como campo de estudos coerente e definido, apontando as abordagens, recortes e estratégias metodológicas utilizadas pelos principais estudos da área.  Em última instância, pretende-se combater o estado de indefinição que caracteriza hoje o conceito de cibercultura, passo essencial para, inclusive, situar apropriadamente tal domínio de investigação na área da comunicação. 

Palavras-chave
– Cibercultura, formação cultural, epistemologia, comunicação, tecnologias digitais.


CIBERCULTURA E DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHO INTELECTUAL NO BRASIL: EM NOME DA CONSOLIDAÇÃO INSTITUCIONAL NACIONAL DE UM NOVO CAMPO INTERDISCILPINAS DE ESTUDOS
[Discurso oficial de abertura do Simpósio]
Eugênio Trivinho (PUC/SP)

Resumo e palavras-chave – A serem sistematizados.


TECNOLOGIAS DE COMUNICAÇÃO, ENTRETENIMENTO E COMPETÊNCIAS COGNITIVAS NA CIBERCULTURA
Fátima Régis (UFRJ)

Resumo – As mídias digitais têm revolucionado a indústria de entretenimento contemporâneo: o download de seriados de TV incentiva seu ibope oficial, blogs revelam talentos literários, torna-se mais fácil acompanhar um seriado na televisão se buscarmos informações sobre ele na Internet, a avaliação de um livro por leitores alavanca a sua venda. O interesse deste trabalho nessas mudanças é o de que os produtos de entretenimento atuais parecem demandar não apenas atividades mentais do indivíduo, mas também a ação do corpo e de formas cognitivas (como as inteligências social e emocional), irredutíveis às habilidades representacionais e conteudísticas pelas quais costumamos julgar a cultura de massa tradicional. Por se tratar de habilidades que requerem capacitação em diversas áreas (lógica, criatividade, lingüística, sensorial e social) decidimos denominá-las por competências cognitivas. Escolhemos o termo “cognitivas” porque, de acordo com teorias recentes, o conceito de cognição abrange todos os processos desenvolvidos pela mente (LAKOFF & JOHNSON (1999); CLARK (2001)). Por sua vez, a mente seria o resultado de um longo processo evolutivo que envolve as relações entre corpo e cérebro e suas interações com o ambiente (DENNETT, 1996; LAKOFF & JOHNSON, 1999). Para esses pensadores, os processos mentais envolvem não apenas as habilidades tradicionalmente classificadas como mentais (lógicas e racionais), mas todas as competências humanas. O objetivo do presente texto é investigar quais competências cognitivas estariam sendo requeridas e estimuladas nas práticas comunicativas do usuário dos produtos de entretenimento contemporâneos. Uma investigação preliminar nos encoraja a encaminhar a hipótese de que seriam as seguintes: sensoriais (telas tipo touch screen, e controles com interação sensório-motora), lógicas (aprendizado de interfaces e programas, orientação espacial), criativas (na criação de softwares, mashups, spoofs), sociais (criação de redes de comentários multimídia por meio de blogs, listas de discussão e websites) e cibertextuais (hibridismos de meios e linguagens, intertextos e leitura ergódica).

Palavras-chave – Tecnologias de comunicação, competências cognitivas, cibercultura, entretenimento.


VIGILÂNCIA, VOYEURISMO E CONTRA-VIGILÂNCIA NA CIBERCULTURA: CARTOGRAFIA, VISÃO E ATENÇÃO
Fernanda Bruno (UFRJ)

Resumo – Práticas e imagens de vigilância e voyeurismo têm se tornado cada vez mais correntes na cibercultura, circulando nos domínios os mais diversos: entretenimento, arte, sociabilidade, jornalismo, segurança, entre outros. Muitas dessas imagens se situam no limiar entre vigilância e voyeurismo, exigindo a redefinição desses termos, bem como as relações entre controle e espetáculo na cultura contemporânea. Tendo em vista esse cenário, o presente trabalho focaliza dois conjuntos de práticas e imagens. O primeiro destaca, especialmente, os sistemas de visualização do espaço urbano atrelado a mapas e alguns projetos cartográficos que interconectam o espaço urbano e o espaço informacional, nos quais processos de vigilância e/ou voyeurismo estejam presentes. O segundo conjunto reúne algumas obras e ações de contra-vigilância que subvertem as funções “voyeurísticas” e vigilantes de certos dispositivos, expressando as suas implicações políticas, estéticas e subjetivas. A análise e a problematização desses dois conjuntos de práticas e imagens buscam ressaltar três processos, os quais envolvem regimes particulares de visão e atenção. O primeiro deles é a incitação ao exercício de uma vigilância distribuída e participativa, que envolve um olhar e uma atenção vigilantes sobre o outro e a cidade. O segundo é a excitação presente em certas práticas e dispositivos que misturam voyeurismo e vigilância, em que se constitui uma estética do flagrante “curto-circuitando” regimes de prazer e de controle. Esses dois primeiros processos concernem, sobretudo, ao primeiro conjunto de imagens e práticas referido. O terceiro processo, presente no segundo conjunto de obras e projetos de contra-vigilância artística ou ativista, consiste em propostas atencionais e escópicas que deslocam dispositivos e práticas de vigilância de sua função habitual de controle para dar lugar a experiências estéticas, políticas e subjetivas que expõem os limites e as tensões do olhar e da atenção em nossa cultura.

Palavras-chave – Vigilância, voyeurismo, contra-vigilância, cartografia, atenção, visão.


CYBERHOOLIGANS E VIGILÂNCIA: RELAÇÕES DE PODER EM PRÁTICAS SOCIAIS NA CIBERCULTURA
Francisco Menezes Martins (UTP e FEEVALE)


Resumo –Os dispositivos digitais e o culto cyberhooligan formam um cenário a partir da radicalização e da intolerância entre torcedores de clubes rivais e, até mesmo, facções de torcidas do mesmo clube, onde o futebol se torna o próprio álibi de uma forma de violência social específica que nasce das relações de poder no âmbito dos blogs. Conflitos ‘são agendados pela internet’, que se converte em arquibancada virtual permanente, onde, mesmo sem jogo, há disputa e rivalidade. Entre mortos e feridos, o espetáculo midiático tem seu calendário preservado e mantém as autoridades em estado de alerta. A proposta do texto é investigar determinadas formas de vigilância no paradoxo de controles e liberdades apoiados em dispositivos digitais, que habitariam os valores da cibercultura. De que maneira a comunicação estaria instalada no instinto da espécie, como pondera Nietzsche, e para que idealismos ou utilitarismos estaria migrando com as tramas da cibercultura? Abolição de distâncias entre os pólos do espetáculo, crescente expansão das celebridades comuns, interatividade no marketing, publicidade e jornalismo digital. O cenário da positividade tecnológica, do imperativo coletivo e da servidão voluntária como uma moral cativa de espírito, de corpo e de imaginário.

Palavras-chave
Cyberhooligan, blogs, cibercultura, comunicação.


LOVE ONLINE: FRAGMENTOS DA COMÉDIA HUMANA NO MUNDO DA CIBERCULTURA
Francisco Rüdiger (PUC/RS)

Resumo – A proposta do trabalho é expor e comentar, por meio do resumo de estudo de caso, a forma como os sites de encontro entre homem e mulher na Internet agenciam os conflitos íntimos e problemas de relacionamento que emergem com a subsunção desses últimos aos protocolos de interação mercantil desde o final do século XX. A primeira parte apresenta e documenta o fenômeno, sumariando os achados de um trabalho de leitura da correspondência enviada aos sites de serviço mencionados. A segunda procede à sua análise interpretativa, procurando argumentar que ele, em sua aparente irrelevância de significado, na verdade é um bom sinal para se conhecer os regimes de poder que subjazem à cibercultura e especular sobre qual é o seu impacto nas formas de sociabilidade que se articulam nessa nova plataforma do processo civilizatório.

Palavras-chave – Cibercultura, amor online, formas de sociabilidade, sistemas de poder, fetichismo da mercadoria.


PESQUISAS RECENTES DO GRUPO POÉTICAS DIGITAIS
Gilbertto Prado (USP)

Resumo – O Grupo Poéticas Digitais foi criado em 2002 no Departamento de Artes Plásticas da ECA-USP com a intenção de gerar um núcleo multidisciplinar, promovendo o desenvolvimento de projetos experimentais e a reflexão sobre o impacto das novas tecnologias no campo das artes. O Grupo é um desdobramento do projeto wAwRwT iniciado em 1995 e tem como participantes professores, artistas, pesquisadores e estudantes. O objetivo desta comunicação é apresentar brevemente algumas experimentações recentes como o game “Cozinheiro das Almas” e a instalação interativa “Acaso30”, de 2006, assim como “#azul” e “pedralumen”, de 2008, projetos poéticos que utilizam pequenas estruturas de LEDs.

Palavras-chave – Arte e tecnologia, artemídia, novas mídias, game, instalação interativa, web-instalação.


O SOM NA CIBERCULTURA: MÚSICA, CONSUMO E PIRATARIA NA LATINO-AMÉRICA
Gisela Castro (ESPM)


Resumo – O trabalho apresenta o resultado parcial de estudo comparativo realizado pela autora e seus parceiros de pesquisa nas três principais metrópoles latino-americanas: Buenos Aires, Cidade do México e São Paulo. Foram analisadas a formação de novos hábitos de consumo, as diversas apropriações sociais das TICS para a criação, distribuição e o consumo de música, bem como as percepções dos usuários sobre práticas como o download de arquivos musicais, compartilhamento e a pirataria. Os dados apresentados foram levantados através de pesquisa empírica junto a jovens universitários nas três cidades. Contrastes e semelhanças entre os públicos observados são discutidos a partir das transformações socioculturais advindas da penetração da América Latina no bojo da cibercultura.

Palavras-chave – TICS, consumo, pirataria, música, cibercultura, América Latina.


CONEXÕES PERIGOSAS: O SOCIAL NAS TEIAS DA CIBERCULTURA
Henrique Antoun (UFRJ)

Resumo – A discussão sobre a Internet dos anos 90 envolvia o debate sobre as comunidades virtuais. A atual gira em torno da Web 2.0 e dos blogs. Teria a rede construído uma mídia totalmente democratizada para os homens comuns publicarem seus conhecimentos e exprimir sua opinião? A emergência das interfaces de redes sociais com suas minas de dados e a intensa produção de perfis informáticos recomenda a cautela nesta interpretação. Para diagnosticar o atual estágio da cibercultura empreendemos uma investigação sobre as transformações sociais, destacando as mudanças de estrato e relações de poder correlacionadas com as mídias, interfaces e tecnologias vigentes. Na contramão dos argumentos usados por boa parte da esquerda para pensar as relações entre a mídia, a subjetividade e a reprodução social, abandonamos a hipótese da mídia todo poderosa nos alienando e dominando por completo, para defender a de que há uma luta diária e sem trégua travada entre o capital social e o capital monetário para produzir a própria sociedade, desde que o dispositivo de poder da disciplina foi destruído nos anos 60. A transformação da sociedade em fábrica social ocasiona a emergência desta luta para a reprodução social e constituição da riqueza comum.

Palavras-chave – Cibercultura, comunicação distribuída, controle, interfaces, reprodução social, Web 2.0.


A PLURALIDADE DE PRÁTICAS DAS MÍDIAS LOCATIVAS
Lucia Santaella (PUC/SP)

Resumo – As práticas de acesso propiciadas pelos dispositivos móveis, conectados ao Sistema de Posicionamento Global (GPS), estão fazendo emergir um novo espaço social de misturas inextricáveis entre o virtual (o ciberespaço) e os ambientes físicos em que nosso corpo biológico circula. Este trabalho visa a apresentar as novas modalidades de comunicação, conexão e interação que estão surgindo sob o nome de “mídias locativas”. São processos múltiplos, eminentemente híbridos e colaborativos, que estão colocando em questão muitos dos pressupostos das concepções do ciberespaço como um universo paralelo e separado do mundo físico em que vivemos. Este trabalho tem por objetivo apresentar um panorama das mídias locativas tendo em vista levantar algumas críticas a esses pressupostos.

Palavras-chave – Mídias locativas, dispositivos móveis, espaços sociais, hibridismo.


CIBERESPAÇO: CONCEITO À PROCURA DE UM NOME
Lucrécia D’Alessio Ferrara (PUC/SP)

Resumo – Como parte de um projeto de pesquisa mais abrangente denominado A Arte de Nomear: Uma Análise das Possibilidades e Limites de uma Epistemologia da Comunicação, esse ensaio estuda as características do ciberespaço como objeto científico, suas características teóricas, pragmáticas e cognitivas, relacionando-as com aquelas que constituem os paradigmas de análise e interpretação empregados no território científico da comunicação. Essas questões são recursivas em textos de vários autores que se ocupam do ciberespaço e/ou da cibercultura, mas em todos se observa que aquelas definições cognitivas surgem como obstáculos que se manifestam nos eufemismos dos nomes atribuídos ao ciberespaço. Portanto, se objetiva fazer um levantamento tão abrangente quanto possível das metáforas utilizadas por autores nacionais e internacionais para definir, indiretamente ou não, aspectos cognitivos do ciberespaço. Entende-se, por hipótese, que a utilização daquele recurso está diretamente relacionada à necessidade de produzir/descobrir novos paradigmas para definir e nomear as características cognitivas produzidas e/ou estimuladas pelo cotidiano presidido por um ciberespaço.

Palavras-chave – Ciberespaço, cibercultura, comunicação, ciência, nomeação.


INTERFACES MULTISENSORIAIS: ESPACIALIDADES HÍBRIDAS DO CORPO-ESPAÇO
Luisa Paraguai Donati (UNISO)

Resumo
– O texto aborda o contexto de interfaces multisensoriais para pensar a relação humano/máquina e suas formas específicas de operar. Ao assumir a fisicalidade corpórea dos usuários e a materialidade dos objetos e do espaço como dados de entrada, questiona-se a possibilidade de reconfiguração do corpo na sua própria apresentação e percepção a partir das interações mediadas neste contexto. Essa condição híbrida e processual, bem como a dinâmica baseada na circularidade entre a ação do usuário e a interface, apontam um modo específico de apreensão, que interessa discutir neste trabalho. Os dispositivos móveis e os vestíveis, ao serem elaborados de maneira integrada ao corpo, e a movimentação do usuário no espaço, inseridos em suas atividades diárias, promovem a relação humano/máquina estabelecida pela proximidade e/ou contato físico. O que parece diferenciá-los de outras interfaces, não apenas como sistemas de representação, é a forma determinante com que o corpo e a gestualidade do usuário atuam e constituem dados neste sistema. Esta constatação evoca a possibilidade de (re)configuração da espacialidade corpórea ao negociar outros limites para a percepção dos usuários. Admite-se, então, a configuração de um corpo híbrido, em que o natural moldado pela cultura demanda outro reposicionamento e entendimento diante das novas conexões entre o contexto físico - local e remoto –, e o ciberespaço. Alguns trabalhos artísticos serão apresentados, diante das propostas de construção de estados sensórios, em que o corpo reconfigurado na sua gestualidade constrói uma situação espacial peculiar, dinâmica, que se estende e contrai, diante da movimentação dos participantes. As propostas estéticas potencializam o corpo e o espaço nas suas condições matéricas, na medida em que a percepção dos mesmos convoca elementos dependentes da experiência fenomenológica para a construção da realidade.

Palavras-chave
: Interfaces multi-sensoriais, relação humano/máquina, tecnologia móvel, espacialidades híbridas.


CIBERCULTURA E EDUCAÇÃO: A COMUNICAÇÃO NA SALA DE AULA PRESENCIAL E ONLINE
Marco Silva (UERJ)

Resumo – Na cibercultura a educação presencial e online depara-se com uma ambiência comunicacional diferenciada. Historicamente marcadas pelo ensino baseado em práticas transmissivas, a escola e a universidade vêm se comportando à maneira da mídia de massa, isto é, como lógica da transmissão de informações que separa emissão e recepção e confere ao  pólo da emissão alto controle do processo. Esta conferência vem mostrar que na cibercultura as práticas de ensino e de aprendizagem se deparam com o contexto sociotécnico do computador e da Internet do qual emergem práticas comunicionais que liberam o processo comunicacional do imperativo unidirecional dos meios de massa (impresso, cinema, rádio e TV) e oportunizam a multidirecionalidade em rede. Para isso, parte dos estudos da cibercultura traz sugestões para a construção de uma agenda comunicacional capaz de expressar a dinâmica que associa emissão e recepção como pólos antagônicos e complementares na co-criação da comunicação e do conhecimento. Especificamente sobre a sala de aula online, discute a perspectiva comunicacional potencializada pelos chamados “ambientes virtuais de aprendizagem” constituídos por ferramentas e interfaces como chat, fórum, blog, wiki, P2P, podcast, MP3, simuladores, webconferência, portfólio. Mostra que estas interfaces e ferramentas permitem ao docente e aos discentes potencializar a expressão personalizada, operativa e colaborativa em rede. E trata os conteúdos e as situações de aprendizagem dispostos na tela do computador como expressões da codificação digital que oferecem imersão, operatividade e interatividade aos indivíduos e aos grupos – experiência incomum nos meios de massa. Outrossim, chama a atenção dos professores e gestores de educação para as possibilidades abertas na direção de um plus comunicacional de modo expressamente complexo presente na mensagem que se abre ao aprendiz como possibilidade de responder ao sistema de expressão e de interagir com ele e com interlocutores em rede.

Palavras-chave – Cibercultura, educação, comunicação, sala de aula, ambiente virtual de aprendizagem.



MEDINDO QUALIDADE EM JORNAIS ONLINE: NOVOS PARÂMETROS E NOVOS DESAFIOS
Marcos Palacios (UFBA)

Resumo – Aferir  qualidade em publicações jornalísticas, utilizando-se de critérios objetivos e metodologias replicáveis  é um desafio que vem sendo enfrentado por teóricos de diferentes tendências, há pelo menos 50 anos. Com o processo de digitalização da informação, levando à rápida proliferação dos jornais online em todo o mundo, novos parâmetros estão sendo constituídos para análise qualitativa da produção, levando-se em conta as características específicas do novo suporte para  a produção jornalística: interatividade, multimidialidade, hipertextualidade etc. Buscaremos apresentar um panorama dos novos problemas colocados para a análise de qualidade, com especial atenção para a utilização da memória como um parâmetro e um diferencial de qualidade no jornalismo online.

Palavras-chave – Jornalismo online, Internet, qualidade, metodologia, cibercultura.


INTELIGÊNCIA COLETIVA, REDES SOCIAIS E RELAÇÕES SEMÂNTICAS E DE COMUNICAÇÃO [tema preliminar]
Rogério da Costa (PUC-SP)

Resumo e palavras-chave
– Aguardando remessa de dados.


FOTOS QUE FAZEM FALAR: DESAFIOS METODOLÓGICOS PARA ANÁLISE DE REDES TEMÁTICAS EM FOTOLOGS
Sandra Portella Montardo (FEEVALE)

Resumo - A prevalência de fotologs compondo uma rede temática sobre Síndrome de Down (SD), e sua insignificância numérica em outras redes sobre Pessoas com Necessidades Especiais (PNE) analisadas, faz perguntar: o que se faz melhor em fotologs do que em blogs? O que se faz em blogs que não se torna tão relevante para os pais de crianças com SD? Frente a isso, o objetivo deste artigo é identificar o processo de Inclusão Social (IS) nessa rede, a partir da aplicação de metodologia em duas etapas. Enquanto a netnografia (Hine, 2005, Kozinets, 2002) é utilizada para a identificação, seleção e obtenção de dados dos fotologs selecionados, a Análise de Redes Sociais (ARS) fornece substrato metodológico para a análise das trocas empreendidas na mesma. Assim, busca-se entender a foto como motivo de socialização em fotologs e a opção por este tipo de suporte nesta rede temática.

Palavras-chave - Socialização online, fotologs, inclusão social, inclusão digital, redes temáticas, Síndrome de Down (SD).


AS REDES SOCIAIS EM NUVEM E A COMUNICAÇÃO 2.0
Sebastião Squirra (UMESP)

Resumo – As tecnologias da atualidade têm estabelecido novos, profundos e diferenciados parâmetros para a vida moderna. Isto vem alterando contínua e radicalmente os processos da comunicação em todas suas esferas de suporte ao relacionamento e à individualidade humana. Tal realidade traz consigo a inevitabilidade da delimitação de uma “Comunicação 2.0”, uma vez que a versão em vigor se esgotou e não mais acompanha as características dialógicas da atualidade. Para tanto, se faz pertinente reflexão estruturada no conceito de Web 2.0 e nas redes sociais que esta introduz, pois se percebem alterações absolutamente surpreendentes nos perfis de consumo informacional dos indivíduos. Constata-se que estes passaram a buscar nos instrumentos tecnológicos satisfações individuais para o deleite, a curiosidade, a realização de negócios e, sobretudo, para o aprendizado e o trabalho a distância. Para a contextualização de tal cenário se constata que um recorte temático capaz de tratar disto adequadamente requer parâmetros de análise centradamente delineados no universo de performance dos instrumentos tecnológicos digitais e dos seus canais de diálogos e intercâmbios comunicacionais. Entende-se que isto se justifica, uma vez que este universo de atracamentos comunicacionais é extensamente mediado pelas tecnologias que materializam as interações digitais que, justamente, seduzem, conquistam e satisfazem os consumidores. Corroboram com isto os números: no Brasil são 33 milhões de internautas que passam mais de 22 horas por mês conectados via rede; no mundo são mais 3 bilhões de seres que usam celulares etc. Percebe-se que após as primeiras décadas de implantação, nos dias atuais a base conceitual original e os utensílios digitais estão passando por total reordenamento tecnológico, sendo que as últimas descobertas levaram à implantação da Web 2.0. Nesta conformação, a fértil evolução trouxe a informática em nuvem (cloud computing), a TV do futuro (Joost, GoogleVídeo, YouTube, CNN aberta etc.), informações individualmente formatadas (Digg, Linkk, Reddit, Rec6 etc.), a enciclopédia coletiva (Wikipedia, Citizendium etc.), as redes sociais de relacionamento (Orkut, MySpace, Second Life, LinkedIn etc.), as estações de rádio digitais (Last.FM, Finetune, MP3Tunes etc.), álbuns fotográficos na rede (FlickR, Picasa, Picnik, Zoomr, Fauxto etc.), computação móvel (GoogleMaps, Yahoo!Mobile etc.), redes Mashups, notícias especificadas (nos RSS), IPTV e comunicação móvel (TV no celular etc.), etc. Estes assuntos ainda são pouco esmiuçados tecnicamente pelos comunicadores. Justificando a necessidade de estudos mais detalhados, a Web 2.0 apresenta números impressionantes: 120 mil blogs surgem diariamente (1,4 por segundo); são feitos 1,5 milhão de posts em blogs; mais de 51 milhões do tráfego nos EUA são gerados em sites da Web 2.0; são mais de 800 milhões de trabalhadores “móveis” no globo etc. O objetivo da reflexão tem foco fixo na apresentação e no delineamento das performances dos instrumentos tecnológicos usados para a comunicação digital humana, pois se percebe que no universo das Ciências da Comunicação se estudam pouco as características, pertinências e aplicações dos infindáveis instrumentos tecnológicos que a invenção humana coloca à disposição da sociedade. E a razão disto pode ser singela, pois se percebe que nos países com pouca experiência tecnológica, (normalmente os pobres) os instrumentos e equipamentos oriundos das tecnologias – sobretudo as avançadas – são manuseados aleatoriamente, através do uso “cego” (sem formas de conhecimento aprofundado e contextualizado), justamente com alta aplicação da intuição e a partir da ousada experimentação com impulsos livres, no princípio do “aperta para ver o que acontece”.

Palavras-chave – Banda larga, computação em nuvem, softwares e hardwares como serviço, vida digital nômade, comunicação 2.0.


CIBERCULTURA, COMMONS E FEUDALISMO INFORMACIONAL
Sergio Amadeu da Silveira (Faculdade Cásper Líbero)

Resumo - A expansão das redes informacionais consolidou os elementos fundamentais da cibercultura, a remixagem e inúmeras práticas colaborativas. Ao mesmo tempo, fragilizou o instituto do copyright e os diversos tipos de indústria da intermediação. Navegando nesse cenário, a exposição buscará identificar as tendências, contrapostas no ciberespaço, de acesso à cultura livre diante da imposição de uma cultura da permissão. Trabalhará as abordagens de Lawrence Lessig, Joost Smiers e Yochai Benkler para contextualizar a tensão entre as possibilidades criativas abertas pelas redes e, simultaneamente, o enrijecimento das regras de propriedade sobre os bens simbólicos. Nesta perspectiva, avaliará a proposição de Peter Drahos sobre a existência de um feudalismo informacional em curso, como um dos projetos mais relevantes de reconfiguração da velha indústria cultural e das companhias de controle do conhecimento. Avaliará o significado e as conseqüências do bloqueio aos fluxos de informação em diversas áreas, principalmente na pesquisa sobre as formas de reprodução da vida e nos novos intermediários da comunicação social. Apresentará como tal tendência convive, de modo contraposto, ao avanço da idéia de commons, uma das mais importantes dimensões da cibercultura.

Palavras-chave – Cibercultura, feudalismo informacional, commons, práticas colaborativas, propriedade intelectual, copyleft.


PRODUÇÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA EM CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO: ACESSIBILIDADE, VISIBILIDADE E IMPACTO
Sueli Mara Ferreira (USP)

Resumo – A busca da comunidade científica por melhores posições e maiores reconhecimentos, junto à sociedade científica nacional e internacional e às agências de fomento do país, sempre esteve atrelada ao sistema de avaliação de sua produção. Portanto, conhecer os fluxos da comunicação científica, desvendar os mecanismos existentes para a qualificação da ciência e implementar mecanismos e ferramentas para a obtenção de indicadores e parâmetros que possibilitem o mapeamento por áreas específicas do conhecimento, tem sido foco de estudos já há muito tempo. Neste contexto, surgem discussões sobre os movimentos dos arquivos abertos e do acesso livre; sobre a validação dos critérios de qualidade e fatores de impacto desenvolvidos pelo ISI – Institute for Scientific Information e, especialmente sobre as atuais possibilidades tecnológicas trazidas pela rede mundial para gestão, indexação, recuperação e acesso ao conteúdo científico publicado em revistas/periódicos, teses, trabalhos de eventos etc.

Observando-se especificamente a área das ciências da comunicação brasileira, várias indagações se tornam relevantes: Qual o impacto da produção científica brasileira da área de Ciências da Comunicação? Quais mecanismos de medição estão disponíveis e como tem sido feita a avaliação da produção científica da área pela sociedade científica brasileira? O que tem sido feito para melhoria da área em termos nacionais? Como garantir a visibilidade e a acessibilidade desta produção e ainda possibilitar a produção de indicadores bibliométricos e infométricos? Quais serviços se encontram disponíveis hoje e como se apresentam seus resultados? Esta conferência busca discutir e responder tais perguntas, a partir da análise dos sistemas e serviços de indexação e citação disponíveis internacional e nacionalmente, de modo a evidenciar o estágio em que se encontra a área de ciências da comunicação no Brasil em termos de construção de critérios, serviços e produtos próprios.

Palavras-chave – Produção científica; ciências da comunicação; comunicação científica: critérios de qualidade; acesso aberto; visibilidade.


CUNCTUS ERGO SUM*: CRÍTICA À COMPREENSÃO CARTESIANA DE SUJEITO NOS ESTUDOS DA CIBERCULTURA
Suely Fragoso (Unisinos)

Resumo – Uma parcela considerável dos estudos sobre a experiência do ciberespaço tem como premissa a independência entre o corpo e a mente e a identificação do sujeito com esta última instância, em detrimento da primeira. A adesão a esses pressupostos tende a passar despercebida tanto devido à longa hegemonia do dualismo cartesiano na cultura ocidental, quanto porque a idéia de uma existência desmaterializada se conjuga muito facilmente com a imaterialidade do espaço informacional. Seus efeitos se traduzem na compreensão desvinculada das experiências online e off-line, em previsões da obsolescência do corpo e em elogios à transcendentalidade da vida do ciberespaço. As versões mais radicais desses discursos são particularmente fascinantes e, portanto, propícias à apropriação pela publicidade e o marketing. Do ponto de vista científico e filosófico, entretanto, podem resultar inadequadas e improcedentes. Este texto propõe que as distorções que decorrem do atravessamento desse aspecto do cartesianismo prejudicam os estudos de cibercultura e precisam ser evitadas. Para tanto, não basta denunciar a presença do dualismo cartesiano*, é preciso, também, apontar os impasses a que tem conduzido e, sobretudo, indicar alternativas teóricas e metodológicas que viabilizem sua superação. Com a intenção de realizar um primeiro movimento nesse sentido, propõe-se inverter os pólos predominantes de abordagem e tensionar a teoria desde exemplos de desacordo entre essas visões dualistas de sujeito e a experiência cotidiana da espacialidade instituída pelas redes digitais de comunicação.

Palavras-chave – Dualismo, corpo, desmaterialização, Internet, espaço.


ANTROPOLOGIA NO CIBERESPAÇO: FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA CIBERCULTURA
Theóphilos Rifiotis (UFSC)

Resumo – Trata-se de refletir criticamente sobre as configurações do sujeito contemporâneo frente ao campo da cibercultura a partir de uma leitura antropológica da comunicação. Serão objeto de análise as noções de cibercultura, de comunidades virtuais e de novas formas de sociabilidade no âmbito dos estudos das interações realizadas na e pela Internet. Tal revisão crítica se impõe tanto nos aspectos teóricos quanto metodológicos para que possamos avançar os marcos referenciais para a análise das formações históricas e sociais que se configuram com as tecnologias digitais, e possibilitam a emergência de sujeitos sociais.  De um modo geral, os estudos da comunicação mediada por computador têm permitido colocar em perspectiva conceitos e fundamentos metodológicos, num importante movimento para o qual tem contribuído os estudos antropológicos.

Palavras-chave – Cultura, rede social, rizoma, sociedade da informação, cibercultura, antropologia, metodologia, teoria.


PESQUISAS NEURO-CULTURAIS E G.A.M.E.S.2.0
Vinícius Andrade Pereira (UERJ e ESPM)

Resumo - Propõe-se aqui investigar a hipótese da elaboração de pesquisas neuro-culturais – aventada por de Kerckhove e de Vos (1991) como um modelo de pesquisa que considere transformações neuro-corporais a partir de práticas culturais – a fim de explorar o universo dos G.A.M.E.S.2.0. – Gêneros e Gramáticas de Arranjos e Ambientes Midiáticos Moduladores de Experiências de Entretenimento, de Sociabilidade e de Sensorialidades (Pereira, 2008).
Tomando como válida a idéia proposta por Ben Singer de uma modernidade neurológica (Singer, 2001) — que por sua vez se inspira em autores como Simmel, Kracauer e Benjamin — as reflexões aqui elaboradas irão dialogar com pensadores das materialidades da comunicação ao se proporem explorar práticas culturais esteadas nas tecnologias de comunicação contemporâneas, em busca de transformações sensoriais que possam estar em processo no universo da cibercultura.

Palavras-chave – Pesquisas neuro-culturais; G.A.M.E.S.2.0; sensorialidades.


PLATAFORMA MULTIUSUÁRIO “NOME A SER ESCOLHIDO PELA POPULAÇÃO LOCAL” – PARTICIPAÇÃO VIRTUAL E OBSERVAÇÃO DIRETA: SEDIMENTANDO UM CIBERESTUÁRIO?
Yara Rondon Guasque Araujo (UESC)


Resumo e palavras-chave – Aguardando remessa de dados.



Site desenvolvido por Paulo Alves de Lima, da equipe do CENCIB-PEPGCOS/PUC-SP e da Comissão Organizadora do Simpósio
Rua João Ramalho, 182, 4º andar, CEP 05.008-000, Perdizes, São Paulo/SP